Gestão de TI

O novo normal: qual o papel da tecnologia nos desdobramentos da pandemia do COVID-19?

Amanda

No LinkedIn, só se fala disso. Nas rodas de conversa dos executivos, as centenas de lives em diversos aplicativos, os webinars dos fóruns de tecnologia. A expressão “novo normal” invadiu nossas vidas e deu forma às nossas ansiedades: o que será do futuro dos meios de produção após a pandemia?  

O cenário atual

É fato que a pandemia do Covid-19 tem mudado as dinâmicas sociais como a gente conhecia anteriormente. Para além do cenário caótico de saúde pública, os aspectos sociais e econômicos da pandemia serão estudados por muitos anos.  

Ouso dizer, com respaldo de instituições como o Gartner, o IDC, o IT Forum e tantos outros centros de conhecimento, que os meios e modos de trabalho, negócios e interações humanas foram alterados permanentemente – a tecnologia foi a “cola” que permitiu que o tecido social não se esgarçasse, o sustentáculo de toda uma sociedade on-premises 

Sim, é sabido que algumas empresas já adotavam práticas atreladas à transformação digital, que já funcionavam em Home Office e que já estavam em processo de adaptação das suas operações. Mas é sabido, também, que no Brasil imperava um conservadorismo generalizado no tocante à essas questões. O apreço do brasileiro pelo calor humano, pelo aperto de mão ao final da negociação, a cultura da presença física, com certeza era uma corrente poderosa à avalanche digital. Isso mesmo, era  

Se a 3ª Revolução Industrial marcou o século XX com a evolução da indústria bélica, oriunda da 2ª Grande Guerra Mundial, a 4ª Revolução Industrial não precisou de um embate político para engatar – a complexidade da nossa sociedade fez isso por si só. Com um elevado padrão de consumo, uma geração imensa de demanda por serviços, o século XXI construiu as bases para a sua disrupção. No interior de Minas Gerais, os governos municipais já capacitam seus professores para as tele-aulas. O SUS já disponibiliza um aplicativo para triagem de pacientes com suspeita de COVID-19. A vida precisa – e vai – continuar.  

O “novo normal”

Nesse sentido, a expressão “novo normal”, compreende o momento posterior à pandemia, em que cessando a ameaça letal considerando a abertura dos mercados, a indústria usará do aprendizado de crise para consolidar suas novas práticas de mercado.  

Inspirada pelas leituras já existentes sobre o novo normal, separei o período que estamos em três momentos: a onda do choque (responder), a onda da adaptação (recuperar) e o novo normal (sustentar). Essa nomenclatura está baseada num estudo da Deloitte 

A onda do choque, que começou em março de 2020 (no Brasil) e se estenderá até o final de maio, é caracterizada pelo não-atingimento dos objetivos financeiros, devido ao impacto às cadeias de suprimentos e demandas de consumo.  

A importância da tecnologia

Da perspectiva da tecnologia, as empresas estão focadas em manter seus sistemas de TI seguros e confiáveis para aguentar o aumento nos trabalhadores remotos e nas demandas de mercado digital.  

“O valor dos canais digitais, produtos e operações são imediatamente óbvios para as empresas agora” – Sandy Shen, Diretora Sênior de Análises do Gartner 

A tecnologia foi o que permitiu a adaptabilidade de muitas empresas, de suas operações on-premises, para as operações digitais. 

A onda da adaptação, que vai de junho de 2020 até fevereiro de 2021, tem como foco a recuperação dos mercados. Com isso, os mercados que imediatamente se beneficiaram da crise, começam a atingir uma relativa estabilidade, e os que operavam analogicamente migram para o digital – como franquias de restaurantes, varejo de roupas e calçados, etc. Pouco a pouco a curva de desgaste dos segmentos passa a se estabilizar.  

Por fim, o novo normal: a sustentação da estrutura levantada pela crise.  

O novo normal é um termo que, inicialmente, nos causa estranheza – se é normal, como pode ser novo? A ideia, nesse pós Covid-19, é retomar as atividades com os aprendizados gerados pela crise. Ou seja, num novo contexto.  

A transformação digital é o novo normal. E deixa as bases para um futuro – que já está presente – de revisitar a cultura organizacional das empresas, de modo a adequar a um cenário onde não existe volta aos padrões anteriores. Manter a eficiência, proteger os ambientes, adaptar as operações e reinventar posicionamentos de mercado serão desafios cada vez mais pungentes aos executivos.  

Nós, aqui da SGA, estamos engajados em entender e projetar o conhecimento que temos gerado na superação dessa crise. Temos apoiados nossos clientes e parceiros com soluções, como o Dr. Mining, chatbot que oferece informações sobre o Covid-19 e o apoio, através da estratégia de Disaster Recovery (DR) aos ambientes que estão expostos à ataques de Ransomware.

Agora, mais do que nunca, estamos focados na nossa missão: empoderar as empresas a conquistarem mais transformando a TI em catalisador de inovação. 

E aí? O que acha de agir imediatamente para solucionar os desafios da sua TI?

Amanda Ramalho
Inteligência Comercial na SGA Tecnologia Inteligente