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Automágica – Automação na nuvem e seus benefícios

A matemática não mente. Que a computação em nuvem, além de uma gama de possibilidades, traz uma grande redução nos custos do negócio, já está bem decifrado nos números.

E para não sobrar um pingo de dúvida, vamos falar sobre uma mágica que torna parte dessa redução possível. Vamos falar sobre automações na nuvem e como elas ajudam na redução de custos. Em específico, sobre o Azure Automations, que torna essa mágica bem tranquila de ser feita.

A palavra Automação vem do latim Automatus, que significa mover-se por si [1]. É um sistema/processo automático, que ocorre sem a necessidade de interferência humana. E é exatamente o que o Azure Automations nos proporciona de forma simples e eficiente.

 

Debaixo das mangas

O Azure Automations oferece um serviço centralizado de automações baseado em nuvem que fornece gerenciamento de seus ambientes no Azure e fora dele. É isso mesmo! Ambientes fora do Azure também podem ser manipulados.

Certamente aquele servidor que você precisa manter dentro da sua estrutura física, também pode receber estímulos do Azure Automations através de um agente. Dessa forma, mesmo em um ambiente híbrido, é possível se automatizar alguns processos e atividades. E isso tudo é feito e gerenciado de dentro do Azure.

A galeria conta com várias soluções prontas, bastando só escolher e utilizar, a orquestração das rotinas, ou seja, os scripts, podem ser desenvolvidos em Powershell ou Python. Essas rotinas são executadas por agendamentos ou pelas chamadas Watcher Tasks, que são tarefas que quando ocorrem disparam uma rotina. Dessa maneira, o resultado das execuções são exibidos no Azure de forma sumarizada e detalhada, através das estatísticas dos Jobs.

 

Aplicações mais comuns

As possibilidades de automações na nuvem vão desde o liga/desliga de VMs a redução/aumento do poder computacional de um banco de dados como plataforma.

Outra automação muito utilizada no campo da PaaS, é a criação/remoção de instâncias de aplicativos web quando ele atinge uma determinada métrica definida (CPU, Memória etc.). De fato, esse é tão comum que já é nativo do próprio recurso, chamado de autoscale.

Em IaaS, outros exemplos seriam a criação/remoção de discos, a atualização de servidores e o aumento/diminuição da camada de serviço das VMs.

Enfim, qualquer recurso do Azure é passível de manipulação via script. Logo, é possível automatizar sua utilização.

 

O auxílio das automações na redução de custos

Vimos o que é e como funcionam as automações no Azure e falamos bem brevemente de algumas aplicações mais comuns no dia a dia. Mas, e a nossa tão desejada redução de custo que vai deixar todo mundo feliz? Vamos a ela!

Para falar disso, dividimos o assunto em três tópicos: Monitoramento de serviços, redução de serviços e desalocação de serviços.

Monitoramento

O monitoramento por si só não proporciona redução de custos. Porém, sem ele, não é possível identificar onde podemos reduzir/desalocar recursos. Por isso, o monitoramento do ambiente é essencial para uma correta aplicação das ações de redução de custos. Alguns recursos fornecem, juntamente com o monitoramento, a opção de escala automática. Um exemplo são os Aplicativos Web, ou Web Apps.

Para outros recursos como VMs, Banco de Dados e Serviços Cognitivos, as métricas de monitoramento, bem como agendamentos, podem ser utilizadas para disparar tarefas de automação.

Redução de Serviços

A redução de serviços visa diminuir a camada/poder computacional do recurso. Passar, por exemplo, um banco de dados na camada de serviço S7 para uma S1, de uma VM na camada A11 para a camada A1. Enfim, reduzir o plano significa reduzir o custo com ele. E a correta interpretação do monitoramento é crucial para a escolha do plano adequado as exigências de recursos.

Dessa maneira, a SGA Tecnologia Inteligente realiza esse acompanhamento junto ao cliente e demonstra que existem recursos superdimensionados que poderiam ser reduzidos. E, desse modo, gerar economia caso sejam ajustados.

Desalocação de Serviços

A desalocação de serviços, diferentemente da redução, serve para recursos que possam ser totalmente desligados. Quase sempre, referem-se as Máquinas Virtuais que, quando não estão ligadas/alocadas, não geram nenhum custo.

Geralmente a métrica aqui vem do próprio usuário, que informa, por exemplo, qual máquina pode ser desligada após o expediente.

 

Alguns truques

Agora que já entendemos a diferença entre redução e desalocação, vamos a algumas possibilidades aplicadas e comprovadas.

Imagine que você possua um banco de dados como plataforma Azure SQL que está configurado com um poder transacional de 800 DTUs, pois, o sistema que o utiliza é muito requisitado durante o horário comercial.

Se esse banco de dados ficar nessa configuração o mês inteiro, ou seja, 730 horas, seu custo vai ser hoje, com o dólar a R$ 3,82*, quase R$ 4500. Porém, se fora do horário comercial, ele passar para a camada com 10 DTUs, seu custo cai para menos de R$ 1300! E o melhor, você não precisa ficar lembrando disso, porque está automatizado, você configurou assim.

Esse mesmo banco de dados persiste as informações de um sistema que está em uma VM que fica ligada 24h por dia no plano A3. Dessa maneira, ela custaria cerca de R$ 1200/mês. Porém, se ela ficar desligada das 19h às 7h e nos finais de semana, seu custo vai pra cerca de R$ 360/mês. Ou seja, quase 4x menos!

 

Na prática

Na SGA Tecnologia Inteligente temos um cenário parecido, onde ligamos uma máquina virtual e aumentamos o poder computacional do banco de dados como plataforma durante a madrugada com o proposito de rodar uma rotina. Após o término da rotina o banco de dados é reduzido e a VM desligada. Além disso, o custo dessa operação é muito barato e fica até difícil comparar com um ambiente on-premise, onde os recursos não são flexíveis a esse ponto.

Empresas como, por exemplo, a Patrus Transportes, a Jaguar Mining e a Cofermeta, utilizam bastante das automações pra alcançar reduções, as vezes, acima do esperado. Os links nos nomes das empresas são de vídeos sobre a experiência dos mesmos, alguns dos casos de sucesso da SGA. Vale a pena assistir.

 

Gran Finale

Chegar à conclusão de que a nuvem vai reduzir seus custos é uma conta simples, porém, cheia de variáveis. Um recurso que pode ser desligado aqui, outro que pode ser reduzido ali… Tudo isso conta para o final da conta. Ter todo seu ambiente automatizado e orquestrado por um único lugar, de forma prática e eficiente, te garantindo economia enquanto você dorme tranquilo. Bom demais!

Enfim, ainda não ficou convencido de que essas ações ajudam na redução dos seus custos? Então assista aos vídeos nos links acima, no nome das empresas. Assistiu e não se convenceu? Uai, desconfiado assim só pode ser mineiro, igual a gente.

Sabe qual o segredo da mágica? Isso mesmo! Entrar em contato com a gente! Vamos fazer o estudo juntos, e você vai ver que, o que parece mágica, é matemática pura e simples.

 

[1] Kevin D. Mahoney. «Latdict – Latim Dictionary and Grammar Resources». Latdict. Consultado em 13 de agosto de 2014.

* cotação referente a 03.12.2018.