Gestão de TIJornada para a Nuvem

Cerveja e a transformação digital – o que há em comum?

A tecnologia evoluiu muito ao longo do tempo, automatizando e otimizando os processos internos para uma melhor experiência do cliente. Mas você sabe como foi a trajetória inicial, desde as antigas compras de hardware como produto até a chegada da Inteligência Artificial? Vamos fazer uma analogia com um dos produtos mais consumidos do mundo – a cerveja!

Cerveja + Tecnologia

O consumo da cerveja no Brasil mudou nos últimos 10 anos. Seus fiéis clientes, acostumados a tomar a velha bebida de grandes cervejarias estabelecidas no mercado, hoje, se deparam com um leque de estilos para todos os gostos e paladares.

A tecnologia também não foi diferente. Estamos conectados 24 horas por dia, evoluindo o jeito que lidamos com as informações. E, quem não inova, fica de fora sob uma ótica social.

Mas o que cerveja e tecnologia tem em comum?

Com a chegada do computador nas empresas em meados de 1960, a TI estava focada no processamento e mineração de dados, e o cerne de toda tecnologia era comandado por um hardware que apresentasse melhor custo e velocidade das aplicações, já que não existia a compra de pacotes a parte e tudo era vendido como produto. Todos os relatórios e volume de dados eram gerados por um computador central a qual a empresa se comunicava.

Em 1970, surgem os pacotes de software e o gerenciamento de banco de dados. Dessa forma, permitiu a disseminação das informações com diversos usuários de uma vez e a flexibilidade de cada empresa se adequar diante de sua necessidade. O que gera uma grande inovação.

Porém, a maior dificuldade permanecia na incompatibilidade entre os computadores e a integração dos sistemas.

A década de 90 foi um marco para o computador. De fato, se tornou um elemento indispensável pela TI,  ampliando a troca de informações com o meio e otimizando o funcionamento das empresas.

Todo dado era armazenado em um datacenter local (on-premisses), que exigia altos investimentos:

  • contratação de analistas de infraestrutura para os cuidados dos servidores;
  • energia elétrica para sustentar o ar condicionado mantendo temperatura estável;
  • construção de sala-cofre para alocar o backup e fitas de Disaster Recovery;
  • além de uma espera de no mínimo 120 dias para que a compra dos servidores e cabos sejam entregues;
  • entre outros gastos exorbitantes.

A era da Transformação Digital

Hoje, o foco da TI não está mais em comandar o operacional. Graças a tecnologia em Nuvem, que permitiu efetuar mais planos estratégicos para o negócio e inovar mais. O cliente de hoje ficou mais exigente do que o anterior, e agora as empresas sentem na pele a competição se acirrando. Tudo está conectado com aplicativos, Inteligência Artificial, Data Analytics, Internet das Coisas… mas onde entra a cerveja?

O mesmo perfil de pessoa que antes comprava uma cerveja no mercado feita por marcas tradicionais, agora retorna ao local e se depara com rótulos instigantes, inúmeros estilos com cores e aromas diversificados.

De fato, o mercado se viu diante de novas possibilidades. Processos que eram feitos para reproduzirem hectolitros, agora são reduzidos em quantidades menores com melhores insumos e mais especialização. As cervejarias são obrigadas a se remodularem para atender a um mercado tão exigente. Quem não se adapta, fica de fora da concorrência.

Enfim, dois mundos se juntaram para criar experiências inovadoras. Como uma cervejaria que utiliza de blockchain. E isso permite informar sobre os ingredientes e o processo de fabricação – se está choca ou está apta para consumir – através de um QR code. E tudo é processado em nuvem.

Portanto, cabe a TI de cada empresa se adequar as melhores práticas do mercado e vivenciarem o melhor que a tecnologia tem a oferecer.

Mariana_Rodrigues_SGA