Disaster RecoveryGestão de TI

Recuperação de desastres: é possível deixar de usar fitas magnéticas?

Possuir uma estratégia de recuperação de desastres é uma das formas mais eficientes das empresas se protegerem. Seja contra paralisações ou perda de dados causados por problemas técnicos, brechas na segurança e, principalmente, falha humana.

As informações dos servidores principais são replicadas continuamente em um ambiente seguro. E, se for preciso, os backups são acionados e os sistemas são reiniciados de forma segura com as informações mais atuais disponíveis.

A principal forma utilizada por profissionais de TI para armazenar os dados que precisavam ser recuperados é gravar as informações em fitas magnéticas. Infelizmente essa é uma tecnologia que, diferente de tantas outras, pouco evoluiu a longo das últimas décadas.

Apenas a título de comparação, os poucos telefones celulares existentes em 1987 mal eram capazes de completar uma ligação. Hoje, são verdadeiros microcomputadores de bolsos com funcionalidades e ferramentas inimagináveis para e época. Já as fitas magnéticas utilizadas para a recuperação de desastres apenas aprimoraram sua capacidade de armazenamento e ficaram mais rápidas. Entretanto, continuam sendo o mesmo pesadelo logístico. Elas precisam ser devidamente armazenadas e continuam bastante sensíveis aos danos físicos.

De fato, os gestores estão substituindo as fitas magnéticas por alternativas de armazenamento em nuvem nas suas estratégias de recuperação de desastres.

Conheça as três principais vantagens das soluções cloud em relação a uso de fitas magnéticas na recuperação de desastres:

Maior resistência e confiabilidade

Por serem formas de armazenamento em espaços digitais, as soluções de Cloud não são suscetíveis a danos físicos. Sejam eles causados por quedas, mau uso, falta de manutenção ou até desastres naturais.

De fato, os drives de fita geralmente são vítimas do acúmulo de poeira e resíduos. Além do desgaste causado pelo tempo.

Quantas histórias de emissoras de televisão ou estúdios de cinema perderam todos os seus arquivos por causa de algum incêndio? Até mesmo a toda poderosa Rede Globo já foi vítima de três incêndios do tipo.

Não é raro que as fitas falhem justamente no momento que mais precisamos delas. Isso por conta de problemas mecânicos nas peças móveis que formam tanto o drive como a mídia em sí.

Mais rapidez

O executivo sênior da tecnologia Victor Nemecheck, começou sua carreira no Vale do Silício organizando e descarregando dezenas de fitas magnéticas diariamente. Segundo ele, se a gente acha que as tartarugas são lentas é porque nunca tentamos “recuperar dados de uma fita de backup com o vice-presidente da companhia em pé, atrás de você perguntando ‘por que isso ainda não terminou?’”.

Enquanto a velocidade de processamento das fitas magnéticas enfrenta uma estagnação, a evolução do desempenho dos sistemas de armazenamento em soluções cloud é crescente.

Segurança

Utilizar soluções em cloud reconhecidas como o Microsoft Azure ajuda na eliminação dos riscos de segurança que a manipulação manual das fitas pode trazer. Além disso, ajuda a evitar os complexos, casos judiciais envolvendo a perda de fitas de backup que contém dados confidenciais. Seu departamento jurídico agrade.

Mas não é muito mais caro usar nuvem para a recuperação de desastres?

De fato, a grande vantagem competitiva das fitas magnéticas é que elas são muito baratas, o custo é cerca de $0,02 centavos por gigabyte.

Por exemplo, se colocarmos na ponta do lápis, os gastos com o uso da deduplicação avançada e outras tecnologias de otimização de capacidade, percebemos que o preço do armazenamento em nuvem vem caindo. Atualmente gira em torno de apenas $0,033 por gigabyte.

Enfim, a revolução já começou. Chegou o momento de uma vez por todas de parar de se preocupar e, literalmente, se embolar com fitas magnéticas. Vá para a nuvem e aprimore sua estratégia de recuperação de desastres com essa e outras dicas que você confere aqui. Leia!